A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) diante da reportagem veiculada nesta terça-feira, 14, no jornal Bom Dia Amazônia sobre o fornecimento de energia às comunidades do arquipélago do Bailique, faz os seguintes esclarecimentos.
No que se refere à ocorrência registrada no sábado,11, foi detectado que o fornecimento de energia foi interrompido em função do desmoronamento de parte da margem do rio onde estavam instalados 2 postes de concreto armado da rede de média tensão em 13.8 KV. O sistema elétrico também sofreu danos em função do arremesso de vegetação sobre a linha de distribuição. O fornecimento de energia foi restabelecido às 20 horas de segunda-feira,13.
A CEA esclarece que o sistema elétrico que atende ao Bailique foi projetado em 2009 para atender 1.624 residências. O sistema construído pela Eletronorte entrou em operação no ano de 2014 e, é composto pela linha de distribuição subaquática Rio Amazonas – Bailique com extensão de 1,8 km, rede de distribuição aérea padrão com média tensão em 13.8kV e a subestação ‘Aterro’. O projeto era uma solução viável no período, porém, em função das constantes inundações a subestação Aterro foi desativada em 2016 e a rede elétrica aérea vem sendo destruída gradualmente pelos efeitos do fenômeno denominado ‘terras caídas’.
O fenômeno das ‘terras caídas’ que se caracteriza pela erosão das margens dos rios foi intensificado em 2016 e é responsável, entre outros efeitos, pela destruição de residências, escolas, posto de saúde e do sistema de distribuição de energia em comunidades ao longo das oito ilhas que compõem o arquipélago. A CEA realizou em novembro de 2016 a limpeza do entorno do sistema, substituiu cruzetas, isoladores e posteamento, inclusive utilizando poste de madeira mais leve extraídos da região.
A Companhia tem envidado todos os esforços no sentido de garantir a continuidade do fornecimento de energia, por isso, mantém equipe técnica no arquipélago para manutenção contínua do sistema e, com base em relatório técnico sobre a erosão, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnologias do Amapá (Iepa) irá projetar novos traçados para rede de distribuição de energia visando estruturar de forma segura o sistema elétrico.
No entanto, em função do avanço predatório dos rios sobre as margens, a solução definitiva para garantir estabilidade ao fornecimento de energia no Bailique é a reconstrução da rede aérea utilizando tecnologias adequadas para regiões inundáveis e ou adoção de sistemas alternativos de geração de energia.
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